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Câncer de tireoide: um novo tratamento

Câncer de tireoide: um novo tratamento

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), quase 60% da população brasileira pode desenvolver um nódulo (tumor) na tireoide, especialmente mulheres entre 30 e 60 anos. Como as pessoas demoram a perceber o nódulo e que ele pode ser a causa de queda de cabelo, tosse persistente, problemas na fala, na mastigação, na respiração e até na manutenção do peso, a doença leva mais tempo para ser diagnosticada. 

O diagnóstico clínico é feito durante um exame de rotina, quando o médico ou o próprio paciente apalpa o pescoço em busca de uma elevação que indica o aumento da glândula. A função da tireoide é produzir hormônios que regulam nosso metabolismo - processo de como seu corpo usa e armazena energia. Ou seja, ela é muito importante para o organismo. 

As causas desse tipo de câncer não são completamente conhecidas, mas há alguns fatores de risco, como ter feito tratamentos com radiação para a cabeça, pescoço ou tórax; possuir histórico familiar; ter desenvolvido um grande nódulo ou em rápido crescimento; estar em idade superior a 40 anos.  

Novidade no tratamento

A nova técnica é uma extração por radiofrequência capaz de reduzir em até 75% o tamanho dos nódulos ou mesmo eliminá-los em um processo que pode durar entre 6 meses e 1 ano. Minimamente invasiva, a intervenção cirúrgica não deixa nenhuma cicatriz.

O método consiste na introdução de uma agulha fina guiada por uma ultrassonografia para a retirada ou redução do nódulo, sem precisar fazer cortes no pescoço ou que o paciente tenha que tomar remédios o resto da vida, além de preservar as funções da glândula. 

Ou seja, é um grande avanço porque permite que o médico retire o nódulo sem precisar retirar o tecido tireoideano junto, impedindo que o paciente desenvolva doenças como o hipotireoidismo (condição na qual a tireoide não produz a quantidade suficiente de hormônio). A cirurgia é tão rápida, que não há necessidade de internação e o paciente vai embora no mesmo dia. Consequentemente, a recuperação também é tranquila. 

Outros tratamentos convencionais incluem terapia com iodo radioativo, radiação externa, quimioterapia.

Todo nódulo é câncer?

Não necessariamente. Depende do tamanho, das características e da presença de gânglios cervicais (linfonodos aumentados). Em 90% dos casos, são considerados benignos, ou seja, não cancerígenos – estes devem ser retirados cirurgicamente.

Mas ainda que benignos, nódulos na tireoide podem indicar alguma inflamação cujas causas são diversas, mas no pescoço costumam revelar alterações nas vias respiratórias. Quando malignos, podem se espalhar por todo o corpo e ser fatal.

Portanto, se você acha que possui um nódulo de tireoide, consulte um endocrinologista (especialista em condições hormonais) para diagnóstico e tratamento e siga acompanhando com seu médico.

Fonte:Medical Site

09 de Maio de 2019