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Tudo sobre câncer infanto-juvenil

Tudo sobre câncer infanto-juvenil

O panorama do câncer na infância e adolescência no Brasil

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que, dos 420 mil casos previstos nos últimos anos, 1 a 3% representam o câncer infanto-juvenil. Em números, significa 12.600 jovens de 0 a 19 anos. Embora a doença seja rara nesse público, quando acontece pode ser fatal. Mas quão fatal?

Dados de um estudo divulgado pelo INCA e pelo Ministério da Saúde (MS) apontam que a sobrevida dos pacientes de câncer nessa faixa etária é de 64%, variando de acordo com a região do País. Quer dizer que a taxa de cura, então, ainda é muito alta.

Quais são as diferenças entre câncer em adulto e em jovem?

Há três pilares que definem as diferenças entre as neoplasias em adultos e em jovens: tipo, evolução e localização do tumor. Nos mais jovens, os tumores evoluem mais rápido e vão se tornando cada vez mais invasivos. Porém, como os jovens possuem mais energia vital, respondem melhor aos tratamentos. Nos adultos o câncer compromete as células do epitélio, cuja função é recobrir os diferentes órgãos pelo corpo. Já nas crianças e adolescentes, é normal o tumor afetar as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação - por isso, nos pequenos, os tumores mais frequentes são os do sistema nervoso central, as leucemias e os linfomas.

Como obter o diagnóstico?

No caso dos mais jovens, o diagnóstico costuma ser bem difícil e demorado porque os sintomas se assemelham aos de outras doenças comuns na infância. Consequentemente, o tratamento também é protelado e os casos já chegam aos centros em estágios avançados. 

Nesse contexto, o pediatra, junto com os pais, tem papel fundamental na busca de um diagnóstico precoce e a responsabilidade de encaminhar o paciente para centros oncológicos pediátricos de referência, onde os procedimentos devem ser realizados por uma equipe multiprofissional e individualizada. 

Como identificar os sintomas do câncer infant0-juvenil?

É importante que, no processo, os pais valorizem as queixas das crianças e leve-as regularmente ao pediatra, especialmente se os sintomas forem persistentes. Alguns sinais são semelhantes a outras doenças de infâncias, mas certas peculiaridades podem denunciar a relação com o câncer, como reflexo branco na pupila, geralmente visível em fotografias com flash; estrabismo repentino; caroços ou inchaços pelo corpo, com ou sem sinais de inflamação; manchas roxas espalhadas pelo corpo, especialmente em regiões que não costumam sofrer traumas (batidas), como tórax e barriga; dores nos ossos e nas articulações; fraturas sem traumas; sinais precoces de puberdade; dores de cabeça persistentes e progressivas. 

Fonte: Medical Site

16 de Maio de 2019