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A relação entre tabagismo, câncer e juventude

A relação entre tabagismo, câncer e juventude

O tabagismo é considerada uma doença crônica provocada por dependência química de nicotina - substância nociva presente nos produtos à base de tabaco. No Brasil, a forma predominante no consumo de tabaco é através do fumo.

Há cerca de 60 substâncias cancerígenas no tabaco e fumá-lo abre possibilidade para desenvolver até 90% de todos os cânceres de pulmão, além de acidentes cerebrovasculares e ataques cardíacos. Também há perigo nos artefatos que não produzem fumaça, pois podem causar tumores de cabeça, pescoço, esôfago e pâncreas, além de outras patologias buco-dentais.

O hábito de fumar é fator de risco para o desenvolvimento dos seguintes cânceres: leucemia mielóide aguda; câncer de bexiga, pâncreas, fígado, colo do útero, esôfago, rins, laringe (cordas vocais), pulmão, cavidade oral (boca), faringe (pescoço) e estômago.

Quando este hábito tem consequências fatais, a causa mortis está relacionada, além de tumores, a doenças cardíacas, pulmonares e ao tabagismo passivo - ato de inalar a fumaça de derivados do tabaco, tais como cigarro, charuto, cigarrilhas, cachimbo, narguilé e outros, por indivíduos não fumantes que convivem com fumantes em ambientes fechados, respirando as mesmas substâncias tóxicas.

O tabagismo é considerado uma doença pediátrica?

No Brasil, um percentual de 20% dos fumantes começa a fumar antes dos 15 anos. No mundo, antes dos 18. A taxa de mortalidade entre os jovens que fumam é de seis em cada dez. Mas os males provocados pelo hábito de fumar podem ser desencadeados ainda na infância, se os pais forem fumantes. Portanto, os pediatras alertam que o tabagismo também é uma doença pediátrica reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde). 

As crianças endossam as estatísticas do tabagismo passivo e, enquanto fumantes passivas, podem sofrer com problemas inflamatórios graves, como bronquite, asma e rinites alérgicas. No futuro, é possível que tenham problemas ainda mais sérios, como câncer de pulmão, laringe e esôfago, já que também é provável que se tornem fumantes ativos.  

Mais de 428 pessoas morrem por dia no país em virtude da dependência a nicotina. A estimativa é que 156.216 mortes anuais poderiam ser evitadas.

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Fonte: Medical Site

31 de Maio de 2019