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Como se desenvolve o câncer de boca?

Como se desenvolve o câncer de boca?

Nossa boca é formada por gengiva, mucosa jugal (bochechas), palato (céu da boca) e língua. O câncer de boca é um tipo de tumor de cabeça/pescoço e atinge essa região, afetando os lábios e a cavidade oral. É mais comum em homens acima dos 40 anos, mas também é possível que jovens não tabagistas e não alcoólicos padeçam da enfermidade. De modo geral, é uma doença que pode ser prevenida de forma simples, com diagnóstico precoce e hábitos saudáveis. 

Sintomas

Os primeiros sinais que devem ser observados se manifestam como lesões nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias seguidos; manchas/placas vermelhas ou esbranquiçadas na cavidade oral (língua, gengivas, palato e mucosa jugal); nódulos no pescoço; rouquidão permanente. Na medida em que o câncer vai evoluindo, outros sinais aparecem, como dificuldade na mastigação, na deglutição e na fala; sensação de algo preso na garganta. Diante de qualquer desses sintomas, o paciente deve procurar um dentista ou um oncologista imediatamente. 

Diagnóstico

Como quase todo caso de neoplasia, quanto antes descoberto o tumor, melhor e maior é a chance de cura - que pode chegar a 80%. O especialista fará um exame completo da boca, por isso visitas periódicas ao dentista são tão importantes. Em casos suspeitos, o profissional encaminhará para o oncologista. Fumantes e consumidores de bebidas alcoólicas devem ter cuidado redobrado, pois conservam comportamento de risco para este tipo de câncer. 

O diagnóstico é feito, a princípio, com exames clínicos, físicos e de imagem. Em alguns casos é considerado a biópsia e a endoscopia. Uma vez confirmado o tumor, o paciente vai precisar fazer exames pré-operatórios (hemograma completo, coagulograma, eletrocardiograma, etc) e receber um suporte psicológico e fonológico no pós-operatório. 

Tratamento

A avaliação médica é que vai definir o tipo de tratamento, baseada geralmente na localização do tumor e nos efeitos colaterais da terapia. Normalmente envolve cirurgia oncológica e/ou radioterapia, isoladas ou combinadas. Mas qualquer que seja a escolha, é mais eficaz nos estágios iniciais da doença, quando as lesões estão restritas ao local de origem e o câncer ainda não fez a metástase. 

Fonte: Medical Site

25 de Julho de 2019