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Existe relação entre prótese de silicone e câncer?

Existe relação entre prótese de silicone e câncer?

O que o uso de próteses de silicone pode ter a ver com o desenvolvimento de neoplasias? Desde o início do ano, autoridades chamam atenção para um tipo raro de câncer que pode se desenvolver ao redor do implante mamário e não é identificado imediatamente: o linfoma anaplásico de grandes células. 

O risco é baixo, mas ainda existe. Inclusive porque o Brasil é o segundo maior mercado mundial de implantes mamários. Por isso é tão importante conscientizar a população feminina sobre as formas de identificação desse tipo raro de tumor. A Allergan, marca que foi associada ao linfoma, já anunciou o recolhimento global de algumas de suas próteses mamárias, mas esse não é o único tipo de silicone para as mamas disponível no país, nem sequer o único texturizado - também comum no mundo inteiro.

Segundo a comunidade médica, não há motivos para pânico, apenas para uma conversa com o cirurgião ou a equipe responsável pelo implante. De acordo com representantes da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP), não é recomendado a remoção da prótese em pacientes sem sintomas por causa dos potenciais riscos. 

A cirurgia de silicone não tem apenas apelo estético. Se bem indicada, pode mudar a vida de mulheres que precisaram retirar parcial ou totalmente as mamas por causa de um câncer. O procedimento pode lhes devolver a autoestima e a vontade de viver.

Linfoma anaplásico de grandes células

É um câncer que atinge a corrente sanguínea e surge no sistema linfático, que é parte tanto do sistema circulatório quanto do sistema imune. Costuma ser mais comum nos homens e provoca sintomas como inchaço indolor na virilha, axilas e pescoço; suores noturnos intensos; febre; erupção cutânea disseminada pelo corpo; náusea ou dor abdominal; perda de peso inexplicável; cansaço; coceira; tosse ou dificuldade para respirar; dor de cabeça e dificuldade de concentração. 

O tratamento depende do tipo de linfoma, do estágio da doença, dos sintomas e do estado de saúde geral do paciente, mas tem boas chances de cura. 

Fonte: MedicalSite

01 de Agosto de 2019