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Qual a relação do colesterol com o câncer?

Qual a relação do colesterol com o câncer?

O Dia Nacional de Combate ao Colesterol, comemorado anualmente em 8 de agosto, lembra que controlar essa substância natural do organismo é importante não apenas para prevenir doenças cardiovasculares, como ataque cardíaco (infarto) e acidente vascular cerebral (derrame), mas também para evitar neoplasias, como câncer de mama, de pulmão e intestino. 

Ao contrário do que muitos pensam, o colesterol é essencial para o corpo. Ele pode atuar na composição da membrana celular e na formação da vitamina D; ajudar na produção de ácido, sais biliares e alguns hormônios; ser ingrediente de um bom desempenho cognitivo e cerebral etc. Ou seja, possui funções vitais. O problema é que também pode servir de alimento para células cancerígenas. Se estiver descontrolado, o colesterol estimula alterações celulares que levam a diversos tipos de câncer.

Isso acontece porque o excesso de gordura corporal aumenta os níveis circulantes de hormônios como a insulina, a leptina, o estrogênio e os de crescimento, incentivando a proliferação celular desenfreada, impedindo o processo que programa a morte das células, a apoptose. 

A prevenção consiste em adotar uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos regularmente e evitar o excesso de peso. Um estilo de vida saudável não só melhora o colesterol como também impede o surgimento de outros fatores de risco, como diabetes e obesidade.

O cardápio de quem pretende controlar o colesterol deve ser rico em fibras, geralmente encontradas em frutas, legumes, verduras e oleaginosas (nozes e castanhas). Nessa dieta os carboidratos simples podem ser substituídos pelas versões integrais e alimentos ricos em gorduras saturadas (desencadeadoras de “colesterol ruim”, o LDL) devem ser evitados. É o caso da carne vermelha, por exemplo. Doces também devem ser restringidos ao mesmo tempo em que carnes magras e laticínios são consumidos com baixo teor de gordura. Já tubérculos como batata, inhame e mandioca, além de peixes como atum, sardinha e salmão, estão totalmente liberados.

Recomenda-se também que, a partir dos 30 anos, pacientes com fatores de risco como tabagismo, hipertensão e histórico familiar de doenças coronarianas realizem exames que medem o colesterol como estratégia de rastreamento oncológico. 

Fonte: Medical Site

08 de Agosto de 2019