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Histórico de câncer na família

Histórico de câncer na família

O histórico familiar pode revelar nossa predisposição para desenvolver diversas doenças, como diabetes, hipertensão, asma, Alzheimer e até câncer. Investigar esse histórico é importantíssimo para a prevenção e o diagnóstico precoce, além de se mostrar como incentivo para mudar maus hábitos, se necessário. Adotar ou manter uma alimentação saudável, praticar exercícios físicos regularmente e consumir álcool ou cigarro moderadamente são sempre atitudes bem-vindas. 

Prevenção

Alguns rastreamentos, quando bem indicados, podem ser positivos para lidar com um quadro de câncer. Não é que o histórico familiar significa uma sentença, mas é um fator de risco que merece atenção, pois as famílias costumam ter muitos elementos em comum - incluindo os genes e, muitas vezes, o ambiente e o estilo de vida. É daí que surgem algumas pistas.

Entre os exames de rastreio mais utilizados para estabelecer essa retaguarda preventiva estão a mamografia e a colonoscopia, além dos testes genéticos, que fazem um estudo para descobrir se a pessoa carrega uma cópia do gene da enfermidade. Essa investigação pode ser feita 1) a partir de uma idade precoce, quando há risco maior para alguns tipos de câncer ou 2) em testes regulares, quando há parentesco muito próximo com os que já tiveram a doença, como pais, irmãos e filhos (parentes de primeiro grau). 

Câncer hereditário

Alguns tumores estão mais ligados à hereditariedade que outros - é o caso dos cânceres de mama, de intestino e próstata. Estima-se que aproximadamente 10% dos tumores têm predisposições hereditárias e acontece quando a pessoa nasce com uma mutação ou alteração genética, tornando-se mais suscetível a contrair a doença. É o que se chama de câncer hereditário.

Coleta de informações

Uma maneira de coletar as informações é usar o questionário de histórico familiar de câncer fornecido pelo geneticista ou pelo médico que está fazendo o atendimento atual. Este documento deve abordar cada parente que já padeceu de câncer, até mesmo aqueles de segundo grau (avós, tios, sobrinhos, netos e meios-irmãos). As informações devem estar relacionadas ao tipo de neoplasia, à idade no momento do diagnóstico, à linhagem (lado materno ou paterno) e à etnia. Feito isso, o paciente deve encaminhar o relatório ao médico para que o profissional possa avaliar e orientar um tratamento adequado.

Fonte: Medical Site

22 de Agosto de 2019