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Como a Hormonioterapia funciona para tratar o câncer?

Como a Hormonioterapia funciona para tratar o câncer?

A hormonioterapia é utilizada como alternativa de tratamento para os cânceres de próstata, de mama e de endométrio (camada que reveste internamente o útero), especificamente. Para entender como funciona, é preciso primeiro saber um pouco mais sobre os hormônios sexuais: são substâncias produzidas pelos ovários, pelos testículos ou pelas glândulas adrenais (ou suprarrenais). Os ovários produzem estrógeno e progesterona e depois da menopausa as glândulas assumem este papel. Já os testículos são o principal produtor de testosterona.

A próstata, a mama e o endométrio precisam dos hormônios sexuais para o seu crescimento e funcionamento. Portanto, o câncer que se desenvolve nesses órgãos estabelece uma dependência com os hormônios e isso acontece porque os tumores possuem células receptoras que atraem os hormônios e usurpam sua função de crescimento. É aí que entra o conceito da hormonioterapia: trata-se de inibir o crescimento do tumor tirando o hormônio de circulação (privação) ou de introduzir uma substância com ações contrárias às do hormônio em questão (antagonista).

A terapia hormonal age em todas as partes do corpo e geralmente é combinada com outras formas de tratamento contra o câncer, como a cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia. Pode ser indicada nos casos de doença avançada ou localizada apenas no órgão de origem. Conheça algumas estratégias deste tratamento: 

Retirada cirúrgica das glândulas endócrinas: consiste na retirada dos ovários (produtores de estrógeno e progesterona) ou dos testículos (produtores de testosterona) com remissão em 30% a 40% dos casos de câncer de mama e em quase 80% dos portadores de câncer de próstata.

Doses suprafisiológicas de hormônios: consiste na administração de altas doses do hormônio, já que o crescimento do tumor é estimulado em doses baixas. Essa estratégia exerce um efeito contrário das ações hormonais as quais o câncer estaria adaptado. É o caso do câncer de mama, que pode entrar em remissão se tratado com doses altas de estrógeno e progesterona.

Antagonistas dos hormônios (anti-hormônios): consiste na administração de drogas que se ligam aos receptores das células cancerosas, impedindo a aproximação dos hormônios. É o caso do tamoxifeno, que bloqueia os receptores de estrógeno nas células do câncer de mama e os antiandrogênios, usados no câncer de próstata.

Como a hormonioterapia não induz a redução do tumor em todos os pacientes, é fundamental primeiro identificar qual estratégia é mais eficaz em cada pessoa. O tratamento hormonal provoca remissões em 40% a 75% dos tumores com receptores positivos e em menos de 10% na ausência de receptores.

Fonte: Medical Site

03 de Outubro de 2019