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A revolucionária terapia genética que promete combater o câncer

Foi aprovada a primeira terapia gênica de CART-Cell para o tratamento de pacientes com até 25 anos que sofrem de leucemia linfoblástica aguda (LLA). O tisagenlecleucel - tradicional tratamento para a leucemia linfoblástica aguda de células B, que utiliza as células T do próprio corpo para combater o câncer - inaugura uma nova e revolucionária abordagem para o tratamento do câncer. Os especialistas explicam que pode ser considerada uma espécie de combinação entre as terapias gênica e celular com a imunoterapia. É uma inovação médica com a capacidade de reprogramar as células do próprio paciente para atacar um câncer mortal. 

A Tisagenlecleucel é uma imunoterapia onde cada dose é personalizada utilizando as próprias células T do paciente, coletadas e geneticamente modificadas para incluir um novo gene que as fará matar as células cancerosas. Segundo os médicos, trata-se de um tratamento que demonstrou taxas de remissão e sobrevida promissoras. Os últimos estudos mostram que 83% dos pacientes que receberam esse tratamento obtiveram remissão completa da doença.

O problema é que essa terapia pode causar efeitos colaterais graves, como febre alta, sintomas gripais, eventos neurológicos, infecções, baixa pressão arterial (hipotensão), lesão renal aguda, febre e diminuição do oxigênio (hipoxia), entre outros. Além disso, há também o entrave de ser um tratamento caro. A boa notícia é que, recentemente, um método brasileiro baseado nesta técnica possibilitou o barateamento do processo. 

No entanto, mais pesquisas são necessárias para tornar essa terapia mais eficaz e acessível. Também é preciso reduzir os efeitos colaterais e encontrar uma aplicação mais ampla além dos tumores hematológicos.

Fonte: Medical Site

24 de Outubro de 2019