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Você sabia que há tipos diferentes de câncer de mama?

Conhecendo o câncer de mama

É amplamente divulgado e conhecido que o câncer de mama é o tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, correspondendo a quase 29% dos casos a cada ano no país. Mas poucos sabem que a doença não se manifesta da mesma maneira em todo mundo e conhecer as diversas formas de desenvolvimento e ação da neoplasia pode ajudar no tratamento. 

Quando as células mamárias crescem desordenadas e originam o tumor, a doença evolui de diferentes maneiras em cada pessoa. Por isso é que uma paciente pode fazer quimioterapia e outra não necessariamente - são diferenças muito importantes para desenhar um tratamento adequado. Então, além do médico, a paciente também deve estar a par do seu quadro, pois compreender a doença pode ser muito eficaz na terapia. Vamos entender melhor sobre isso:

Tipos de câncer de mama

As células cancerígenas da mama têm receptores que se ligam aos hormônios estrogênio e progesterona ou à proteína HER2, dependendo deles para crescer. Assim, o câncer pode ser classificado nos seguintes grupos:

Receptor hormonal positivo (RH+): quando as células do câncer têm receptores de estrogênio, de progesterona ou ambos. É o tipo menos agressivo, pois cresce mais lentamente que aqueles com receptor hormonal negativo. Pode receber terapia hormonal ou ter os receptores bloqueados. Comum em mulheres mais velhas.

Receptor hormonal negativo (RH-): quando não há receptor hormonal. Esse tipo é mais agressivo, pois cresce mais rápido. Costuma aparecer antes da menopausa e possui maior probabilidade de recidiva, mas responde bem à quimioterapia.

Receptor de HER2 positivo: quando o tumor tem altos níveis dessas proteínas. Embora seja mais agressivo que o hormonal, pois tem grande capacidade de crescimento e multiplicação, também pode ser tratado com muito mais eficácia pela combinação de tratamentos - no caso, a terapia alvo e a radioterapia para evitar recidivas.

Triplo negativo: quando o tumor não apresenta hormônios ou proteína. Esse tipo responde por 10% a 15% dos casos, sendo o mais ofensivo de todos. Neste caso, a imunoterapia combinada com a quimioterapia pode ser indicada. 

Triplo positivo: quando o câncer possui receptores ligados aos hormônios e à proteína. Nestes casos, podem ser tratados com uma combinação de terapias que serviria tanto aos tumores hormonais quanto aos proteicos. 

Vale enfatizar que, quando o tumor é muito grande ou está muito espalhado, o tratamento prioritário é a quimioterapia, independentemente do tipo de câncer de mama. Mas, a princípio, quando a mulher é tratada de acordo com seu tipo de câncer, o tumor desaparece em 60% dos casos. Porém, como é preciso ter certeza de que o tumor sumiu, muitas vezes a cirurgia ainda é necessária. O procedimento, no entanto, é menos invasivo, permitindo uma estética mais favorável.

Fonte: Medical Site

31 de Outubro de 2019